Não sei viver sem lhe ter, não consigo
Viver sem amá-lo, sem tocá-lo,
Queria virar as costas e fingir que
Jamais vivenciei tal sentimento
Nunca chorei por ti, ah, ilusão
Mentir para me confortar, para seguir
A vida segue escassa
Como um rio largo e gigantesco
Gostaria de ser como aquelas bonecas
Aquelas constituídas de pano, com um doce
E largo sorriso, sempre esperando
Para serem aconchegadas ao colo de
Uma criança simples e inocente
Ser constituída apenas de órgãos
Sem temer sentimento nenhum,
Pois não os teria, jamais sentiria
A dor de um grande amor.
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